Sou palestrante profissional e me incomodo quando pedem uma “palestra motivacional” para “engajar as pessoas”. Bem, eu não faço. Faço palestras provocacionais. Se você já participou de palestras motivacionais, sabe que ao final delas – se forem bem-feitas - o público está energizado, repetindo os bordões. E no dia seguinte todo mundo volta ao normal. Mas, afinal, qual é o problema? É simples. Primeiro, ninguém consegue motivar ninguém. Motivação é uma intenção para a ação, ou seja, é o motivo que me leva a fazer alguma coisa. Engajamento é o compromisso e promessa de se chegar a um objetivo. Motivação é uma intenção pessoal, engajamento é um compromisso, entendeu? A motivação é pessoal, individual e intransferível, está ligada a um impulso interno para uma ação, originada de uma necessidade “sentida” pelo indivíduo, conscientemente ou não. Vem de dentro para fora, é intenção determinada por uma decisão interna, pessoal, só sua. O engajamento também é pessoal, mas pode ser inspirado pelo ambiente e pelo “entorno coletivo”. Um estímulo externo pode desencadear o compromisso. Quanto mais motivação, mais engajamento, que gera desenvolvimento profissional. Quanto mais engajamento, mais motivação, que gera desenvolvimento pessoal. Que fique claro, então: nenhum super-homem, super-mulher ou gestor todo poderoso pode motivar outra pessoa. O que eu, como palestrante, posso fazer é oferecer alguns estímulos, que gosto de chamar de inspiração, para criar engajamento. Minha matéria prima é o respeito à inteligência de quem está na plateia. Distribuo Iscas Intelectuais para adultos inteligentes. Tá entendido? Eu não motivo, provoco e inspiro. O que fazer com esse estímulo é decisão sua.

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