Nos anos 80, Ricardo Semler assombrou o mundo com seu livro Virando a Própria Mesa, onde descrevia o modo inovador de gerenciar sua empresa, a Semco. Repleto de ideias libertadoras, o livro do brasileiro Semler o elevou a estrela mundial. Por 20 anos ele viajou o mundo palestrando e espalhando suas ideias. Diz a lenda que só uma empresa na Índia teria adotado as ideias de Semler e ele, inconformado, tirou o time de campo. Teria até mesmo comprado todos os exemplares que encontrou de seu livro e, desiludido, fez uma fogueira.

O mundo está repleto de exemplos de empresas e pessoas extraordinárias, que contam suas ideias inovadoras. Há 50 anos livros de gestão são editados aos milhares, palestras, TEDs, consultorias, cursos. Existem milhares de exemplos de boas práticas. No entanto, o que mais encontro em minhas andanças são empresas enroladas nos mesmos problemas básicos de gestão, que vão desde a dificuldade de usar ferramentas e indicadores até a absoluta incapacidade de pensar estrategicamente e de envolver as equipes num mesmo objetivo. É o básico do básico, que não é seguido.

Olha, ou estamos escrevendo e ensinando as coisas erradas ou ninguém está entendendo o que é ensinado. Mas talvez o buraco seja mais embaixo. Está na incapacidade de desenvolver a capacidade de discernimento, julgamento e tomada de decisão. Na falta de refletir sobre o que se faz antes de fazer o que se faz. Sobra engenharia e falta filosofia. Sobra matemática, falta poesia.

-Mas Luciano, filosofia e poesia nas empresas?

É sim! Vou ter de falar mais sobre isso.

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