Quer ver o tamanho da encrenca? Vivemos no Brasil, pô! Um país formado por desiguais, por índios que já se matavam antes da chegada dos europeus e africanos. Um país que combina religiões, culturas, valores e convicções totalmente diferentes em sua formação. E que se orgulha disso! Sempre tratou a diferença como algo comum. Gilberto Freyre disse quase 90 anos atrás: o que nos faz fortes são nossas diferenças. Somos o país da diferença. E, no entanto, estamos sendo conduzidos para o confronto entre os diferentes. Ame os da sua tribo, os da sua cor, os da sua classe, os da sua tendência sexual, os do seu tamanho, os do seu gênero. E libere seu instinto da morte para os diferentes.  O Brasil é, como poucos, um país construído na diferença. E a relação entre os diferentes em que ocorre benefício para todos, só pode acontecer se houver o reconhecimento dessa diferença. Quando essas diferenças são transformadas em bandeiras, a relação ente os diferentes passa a ser de confronto. A minha cultura, a minha verdade, é mais importante que a sua, sacou? Quando isso acontece, um agride o outro. Com palavras, com ovos, com empurrões, com tiros. E pior, o corpo morto das vítimas deixa de ser um elemento de vergonha por nossa condição de ser humano brutal, para se transformar na fria ferramenta de luta pelo poder.

Cuidado. Se você é um desses radicais que discursam a favor desse separatismo social, instigando o instinto da morte e cego pela histeria política, não faz ideia dos demônios que está invocando...

A vereadora Marielle Franco, infelizmente, cruzou com alguns deles.

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