Conheço o dono de uma média empresa no segmento de autopeças, que parece parada no tempo. Uma vez consegui fazer um workshop com as principais lideranças da empresa para apontar os 3 ou 4 maiores desafios. E o workshop se transformou numa infindável “DR Corporativa”. As pessoas ficaram discutindo a relação entre elas e seus departamentos, contando o que acontecia, como acontecia. E ficava nisso. No “temos que”. Em nenhum momento eles mergulharam naquilo que era fundamental: que ações precisam ser tomadas para que as coisas mudem. Pura discussão situacional, que não resolve nada, descrevendo o que estamos fazendo, o que o mercado está fazendo, o que o competidor está fazendo, quais são os problemas, quais são os custos, o que os clientes demandam, o que as mudanças no modelo de negócios estão causando, quais são as oportunidades, o que os funcionários estão ou não fazendo. E para aí. A discussão situacional não vai para lugar nenhum, apenas continua juntando mais detalhes. Coloque esses fatos na boca de um especialista em “ smart talk”, o papo esperto e pronto!

É claro que esses assuntos são importantes e merecem dedicação para se entender o contexto. Mas não podem consumir todo o tempo. Discussões situacionais, a DR Corporativa, não passam da admiração coletiva do problema. Não existe progresso em simplesmente ficar contando o que aconteceu. É preciso mudar a natureza da conversa, para algo que motive a ação e não permaneça apenas no eterno mimimi.

Muito bem. Pegue essa reflexão e aplique ao Brasil. Você entenderá o que anda acontecendo. É a eterna DR Nacional. Cheia de papo esperto, mas onde quase nada acontece.

 

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