Estou publicando o Podsumário do livro O Poder do Mau (mau com u mesmo), que tem um trecho delicioso:

Por volta de 1918 o jornalista H.L.Mencken escreveu que “O objetivo da prática da política é manter a população alarmada (e assim clamando para ser liderada para a segurança), ameaçando-a com uma série infindável de espíritos do mal, a maioria deles imaginários.”

Esses espíritos variam conforme a ideologia, mas políticos de todos os espectros exploram as mesmas inclinações cognitivas. Nos alarmando com terroristas, imigrantes, novas tecnologias ou catástrofes ambientais, todos concordam que nosso futuro é apocalíptico por conta de uma ameaça sem precedentes. Eles anseiam por restaurar as glórias de antigamente, quando os cidadãos eram virtuosos, a nação era grande, o planeta era virgem. Essa é uma visão compreensível, pois o poder do mau é amplificado no presente, ao mesmo tempo em que aplicamos filtros nas coisas ruins do passado.

Eu já usei em podcasts um exemplo de um vídeo de Chico Buarque no qual ele diz que é injusto comparar os jogadores de futebol de hoje com os que ele viu jogar quando era jovem. Nenhum jogador de hoje pode ser comparável ao Pelé, Gerson e Zico da memória. Eles jogam em dimensões diferentes, na memória da gente, são super humanos.

Por isso seu pai, seu avô e até você mesmo sempre dizem que no seu tempo é que era bom... Essa é a Falácia da Era de Ouro, que tem iludido as pessoas por milhares de anos. É uma forma má de nostalgia: olhar o passado como um lugar muito melhor ao qual jamais conseguiremos retornar.

No entanto, vivemos na era mais pacífica da história da humanidade, mais confortável, com menos pobreza, mais saúde e harmonia. Nunca houve uma época assim. Todos indicadores de evolução humana estão melhores, exceto um.

A esperança.

 

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