Um experimento realizado pelo psicólogo da University of British Columbia no Canadá, Azim Shariff, estudou os índices de violência em diversos países e descobriu que a quantidade de homicídios está mais relacionada às crenças religiosas do que à pobreza ou desigualdade.

Sua pesquisa com mais de 15 mil pessoas em 67 países utilizou questões separadas entre céu e inferno. Nos países onde mais pessoas acreditavam no céu que no inferno, a taxa de homicídios costumava ser maior que a média. Nos países onde mais gente acreditava no inferno que no céu, era o oposto. A promessa da vida no paraíso não era suficiente para deter os assassinos, a perspectiva de ir para o inferno, sim. O poder do mau se estende para outros mundos.

O incentivo pelo medo do inferno é mais forte que o incentivo da recompensa pelo reino do céu.

A palavra incentivo vem do latim incentivus, aquilo que move ou faz qualquer coisa se mover. As publicações sobre liderança dizem que o incentivo pode ser algo real como dinheiro ou simbólico como um tapinha nas costas. Mas nunca dizem se o incentivo é uma recompensa ou uma punição. Nós é que tendemos a sempre levar para o lado bom... Agora lembre de sua infância, quando sua mãe pegava o cinto e você ia correndo tomar o banho que não queria... O cinto era um incentivo. A perspectiva de levar uma cintada no lombo fazia com que você obedecesse imediatamente a mamãe, não é? Portanto é importante que fique claro: você pode ser incentivado pelo mau ou pelo bom.

É por isso que está comprovado que campanhas de saúde públicas baseadas no medo são mais eficientes que aquelas que promovem a saúde.

A ameaça do inferno é mais eficiente que a recompensa do céu.

Entendeu?

 

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