Olha, há muito acompanho de perto os posts das mídias sociais. Posts polêmicos, que “causam”, dão muitos compartilhamentos e geram comentários. Ou então posts que mostram gente que tinha tudo para ser miserável se dando bem. Sem contar os que têm gatinhos e bichinhos fofinhos. Posts com pegada mais cultural, educada e elegante, dão baixíssimo engajamento.

Muita gente diz que o que eu produzo, por exemplo, é indispensável, me enche de elogios, mas não compartilha. Não dá like. Não comenta os posts.

Eu não acredito na mobilização de fora para dentro na cultura do compartilhamento. Ficar pedindo pra clicar no sininho, dar uma curtida, compartilhar! Que saco, meu! Isso deveria de vir espontaneamente, de uma combinação de curiosidade com generosidade: “Meu, que coisa legal! PRECISO compartilhar”. Tem de ser hábito.

O hábito de compartilhar aquilo que vale a pena.

Falo isso com a autoridade de quem já tentou de tudo, menos apelação, para mobilizar as pessoas, mas estou convencido que o tipo de conteúdo que eu produzo e o público que me segue não se presta a esse comportamento de mídias sociais, típico de quem gosta de zoeira ou segue gurus.

E eu não sou nem um nem outro.

Mas tenho a cabeça tranquila. Meu “case” é exatamente fazer do “inho” um negócio sustentável, sem ter de me render às concessões para ser “ão”.

Minha frustração é pela quantidade de recursos, tempo e energia dispensados para porcarias que não trarão qualquer consequência para a vida das pessoas, a não ser tempo de vida desperdiçado. E nessa frustração estão os milhares de poderosos que diariamente escolhem patrocinar porcarias, de olho no curto prazo. É isso que explica a merda eterna na qual o Brasil vive. É isso que me frustra.

Mas me mantenho na luta. Eu sou muito mais chato que eles.

Você gostou dessa reflexão é? Pô, então compartilhe!

 

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