Quando decidi seguir a carreira de executivo de multinacional, adotei um estilo de administração que chamo de “Oportunismo Disciplinado”.

Trabalho com a equação “sessenta por quarenta”. Meus planos têm 60% das variáveis sob controle e as outras 40% eu guardo para as oportunidades.

Você pode dizer que eu deixo com a sorte, é um ponto de vista. Eu vejo como ficar antenado para a aleatoriedade.

Ter um plano, mas manter-se antenado todo o tempo. De repente aparece algo que não estava no plano ou no orçamento, mas é tão bom que tem de ser aproveitado.

Ora, encaixe-se no plano!  

Meu plano é flexível, aberto às oportunidades. E como essa atitude não faz “parte do plano”, mas “É” o plano, as oportunidades surgem naturalmente. 

Mais que isso: eu conto com elas.

Foi assim que, no ano 2000 quando eu já era Diretor de Comunicação de uma multinacional, decidi que poderia fazer muito mais. E fiz uma caminhada ao Campo Base do monte Everest, no Nepal.

Quando voltei, tinha decidido que abriria outras frentes. Surgiu meu livro Brasileiros Pocotó. Minhas palestras. O meu site www.lucianopires.com.br.

Surgiu meu programa de rádio... os podcasts e centenas e centenas de coisas que fiz.

Se meu plano fosse 100% focado em “ser um executivo de sucesso”, ao qual eu ficasse amarrado, duvido que eu estivesse aqui, escrevendo estas linhas.

Talvez eu fosse hoje um alto executivo de multinacional, trabalhando nos EUA e cuidando de atividades globais.

Bem colocado na vida, respeitado, celebrado e... provavelmente infeliz.

Foi o “oportunismo disciplinado” que me transformou no que hoje sou.

Mais que resultado daqueles 60% de organização e controle, eu sou os 40% flexibilizados, improvisados e irreverentes.

Mas disciplinados.

Pois é. Mas tem quem diga que o que eu tenho é sorte...

 

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