Um potencial patrocinador dos meus podcasts pediu informações sobre minha audiência. Mandei. Aí pediu mais informações sobre downloads. Mandei.

Então pediu informações sobre os posts nas mídias sociais. Mandei. E aí pediu sobre o site... Pô, aí eu reclamei. Chega, né? As informações solicitadas não têm qualquer relevância!

A resposta? “Estamos analisando.”

Cara, mas que tanto analisam? E enquanto analisam a coisa fica empatada. Meses.

Recebi um e-mail interessante do amigo leitor Pedro Lanzoni, que me apresentou um conceito delicioso que explica o que acontece:

"...minha percepção quanto ao desaparecimento acelerado daquilo que se pode qualificar como visão estratégica é a mesma que a sua.

Esses rapazes e moças poliglotas, recém-saídos de cursos de MBA, são extremamente eficientes em fazer coisas. Desde que alguém lhes diga o que fazer.

Deixados à própria sorte para tomar decisões, não as tomam.

Há uma expressão que usávamos em outra empresa, onde trabalhei por muito tempo, para demonstrar a maneira pela qual projetos não avançavam - paralisis by analysis.”

Paralisia por análise, que delícia!

A falta de experiência e repertório dessa moçada impetuosa e um medo terrível de correr riscos causam a paralisia pela análise.

No afã de resolver o assunto, mais gente é colocada no processo: se é pra errar, que seja em conjunto. Assim a responsabilidade é compartilhada.

E lá vem mais opiniões inseguras. Mais dados a serem coletados e analisados, analisados, analisados...

E a dança em círculos torna-se permanente, com as decisões sendo postergadas, os processos avolumando-se e todo mundo ocupado demais... analisando.

Qual é o problema de dizer "não queremos" ou "não nos serve" ou até mesmo um "não gostamos", hein??

Qualquer retorno é melhor que nenhum. Mesmo uma negação é um alívio, pois acaba com a paralisia e abre caminho para que nossa energia seja focada em outras frentes.

Mas não. Não vem nem um sim, nem um não. Só um "estamos analisando". Paralisia por análise.

Acontece com você?

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