Sábado, 20 de Julho de 2019, completam-se 50 anos do pouso do homem na Lua. 50 anos! Em fevereiro de 2018 visitei o Museu Aeroespacial em Washington e fiquei muito tempo diante das cápsulas do Mercury e da Gemini, os dois projetos que antecederam o Apollo, que colocou o homem na lua. O que chamou a atenção, além do tamanho minúsculo das naves, foram os painéis de controle. Parecia coisa daqueles filmes de ficção científica dos anos 50... Passam uma ideia de artesanato, daquelas coisas que são feitas uma vez só... Cara, como é que alguém tinha coragem de entrar naquilo e colocado na ponta de um foguete pra ser disparado para o espaço? Sem garantia de voltar? Os astronautas eram feitos de algum material diferente do nosso...

O sucesso das missões e a vida dos astronautas dependia completamente dos cálculos de navegação. Quem assistiu o filme Estrelas Além do Tempo sabe do que estou falando. Os computadores de bordo eram pouco mais que calculadoras, não havia no começo dos anos 1960 tecnologia para construir microcomputadores. Mas aí um líder visionário entrou em campo. Em 25 de maio de 1961, no auge da guerra fria, pressionado pela Russia, que um mês antes enviara o primeiro homem ao espaço, o presidente John Kennedy uniu o país em torno de uma missão impossível: vencer a corrida espacial, colocando um homem na lua antes do final da década.   E ao estabelecer de forma clara uma competição com os Russos, que estavam à frente na corrida espacial, Kennedy completou sua fala pedindo diretamente ao Congresso que garantisse os recursos para as atividades espaciais, para, primeiro : antes do final da década colocar um homem na Lua e trazê-lo de volta são e salvo. Segundo: desenvolver um foguete nuclear para a ambiciosa exploração do espaço, inclusive além da Lua, até o fim do sistema solar. Terceiro: acelerar o uso de satélites espaciais para possibilitar a comunicação em todo o mundo. Quarto: desenvolver um sistema de satélites para monitorar o clima.

E Kennedy completou assim: “...estou pedindo ao Congresso e ao país para que aceitem o compromisso com um novo caminho, que durará muitos anos e terá um custo muito grande, 531 milhões de dólares em 1962 e 7 a 9 bilhões de dólares nos cinco anos seguintes. E se for para fazer pela metade ou reduzir nossos objetivos em face às dificuldades, é melhor nem começar.”

Bem, colocar o homem na lua custou mais de 20 bilhões de dólares, o que significa 180 bilhões em dólares de hoje. E mudou o curso da história da humanidade. Sabe como? Então ouça o Café Brasil 675 – O Homem na Lua. A história tá todinha lá.

 

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