Em 1954 o ex-presidente dos EUA Dwight Eisenhower lançou aquilo que ficou conhecido como o “princípio Eisenhower”, ao dizer que “eu tenho dois tipos de problemas: o urgente e o importante. O urgente não é importante e o importante nunca é urgente.” Um dos princípios básicos da gestão envolve a eficácia na aplicação dos recursos e a eficiência na obtenção dos resultados, Talvez o atributo principal de um administrador seja a capacidade de aplicar tempo primeiro nas coisas que são importantes e só depois nas que são urgentes. Mas para isso precisamos compreender a diferença entre importante e urgente.

Importante é aquilo que nos leva a atingir nossos objetivos, pessoais ou profissionais. Urgente é aquilo que precisa de atenção imediata e que normalmente está associado a atingir os objetivos de outras pessoas. Como normalmente essa outra pessoa é o chefe, as consequências de não dar atenção ao urgente o tornam importante. E aí vem a inversão.

Mas quando se define o que é urgente e importante para nós, como indivíduos, não é difícil compreender e gerenciar escolhas. O bicho pega quando precisamos definir o que é urgente e o que é importante para uma sociedade com mais de 200 milhões de habitantes. É aí que os conflitos começam, com cada grupo tentando que seu importante se imponha como urgente sobre o importante dos outros. E o que se vê é o Brasil que conhecemos hoje: focando nas atividades urgentes impostas por minorias barulhentas e não nas importantes para a sociedade sair do coma.

Dê uma olhada nas pautas em discussão nas mídias. Veja o que ocupa espaço e você encontrará questões como reforma da previdência, Neymar, operação Lava Jato, identidade de gênero, aborto, caos na saúde, legalização da maconha, ministério da cultura, terras para índios, caos na educação, reforma agrária, taxa de juros, maioridade penal, mudanças na economia, combate à corrupção… Tente separar esses temas em importantes e urgentes para vencer este momento crucial do Brasil. Não tenho dúvidas que você verá como perdemos tempo, dinheiro e energia com discussões que só acontecem por absoluta falta de capacidade de priorização. De perceber a diferença entre o que é urgente e o que é importante. E essa percepção é diferente para um administrador, para um político, para um jornalista, para um sindicalista, para um leigo. Será que dá para alinhar essas prioridades?

O Brasil precisa menos de gritaria e mais de Eisenhower: “eu tenho dois tipos de problemas: o urgente e o importante. O urgente não é importante e o importante nunca é urgente.”

 

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