O escritor e professor norte americano Lloyd Kwast, que por anos ensinou em Camarões, criou um modelo para ajudar a dar o passo inicial na identificação de culturas diferentes. Seu modelo tem camadas em diferentes níveis.

A primeira camada com a qual temos o contato é o COMPORTAMENTO. O que é feito? É quando reparamos no comportamento das pessoas e suas atividades. A roupa que vestem, as atitudes, o linguajar.

A segunda camada são os VALORES. O que é bom e o que é melhor? É quando compreendemos que o jeito de falar, de vestir, a temática, representam os valores de um grupo de pessoas de uma determinada região

A terceira camada são os CREDOS. O que é verdade? As crenças, por exemplo, de um grupo de jovens negros, de baixa renda, moradores em regiões periféricas onde a bandidagem está mais presente do que o estado, são iguais às suas?

A última camada, a mais profunda, é VISÃO DO MUNDO. O que é real? É a maneira como nos vemos em relação ao mundo

Comportamento, valores, credos e visão do mundo. A cultura é aprendida das pessoas que estão à nossa volta, através dos diferentes credos, valores, tradições e comportamentos que são passados de geração em geração. Julgar um comportamento sem saber o que existe por trás dele, que tipo de cultura o gerou e seu significado, é entregar a análise ao gosto/não gosto.

Quando você não conhece o objeto de sua análise, será escravo de seu senso estético e ficará horrorizado quando chegar na China e ver um chinês comendo um gafanhoto. Aquele gafanhoto, antes de ser um nojo, é herança de um período em que, quem não comesse gafanhoto, morria de fome…

– Ah, Luciano, então eu vou ter que comer gafanhoto?

Não, seu Mané. Só estou dizendo que você não deve usar sua ignorância para justificar seu “gosto/não gosto”.

 

Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.br

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