Há silêncios e silêncios.

Há o silêncio da madrugada.

Há o silêncio da serenidade e da paz, que é íntimo.

Há o silêncio do humilde que é prova de amor.

 

Há silêncios e silêncios.

Há o silêncio das pedras.

Há o silêncio dos homens.

Há silêncios que ferem muito mais que o mais ensurdecedor dos ruídos.

Há vozes que calam quando podem falar, deixando um insuportável silêncio no ar...

 

É o silêncio da omissão.

São vozes sem voz, é gente sem vez.

O silêncio da omissão é o campo perfeito para que alardeiem os sinistros sons da injustiça e da miséria, da escravidão e da desigualdade.

 

Como ervas invasoras e parasitas,

aproveitam-se do nosso silêncio de pedra... e

crescem, espalham-se, dão frutos.

 No entanto, o nosso silêncio de pedra, não é o silêncio das pedras.

Estas servem à natureza, e são 'colaboradoras' da vida.

Nosso silêncio é o da inação e do medo,

do comodismo e da ausência da cidadania e, assim, não

servimos à vida... como servem as pedras.

 

Esse poema chama-se HÁ SILÊNCIOS E SILÊNCIOS, é de autoria de Fernando Clímaco Santiago. E eu o li neste Cafezinho como homenagem ao Ministro Alexandre de Moraes, que tentou nos enfiar pela garganta um outro silêncio, o da indigna censura. Não colou. Não ficamos em silêncio. Servimos à vida, como servem as pedras.

 

Este cafezinho chega a você com apoio do Cafebrasilpremium.com.br, um MLA – Master Life Administration, que ajuda a refinar sua capacidade de julgamento e tomada de decisão. www.cafebrasilpremium.com.br

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