Recentemente, após uma palestra e entrevistas entre os participantes de um workshop, o grupo se reuniu para a avaliação diária do evento. Era possível sentir a energia no ar, as pessoas falando alto, todos querendo dar opinião, aquela sensação de que as coisas estão acontecendo... até um dos participantes pedir a palavra e soltar isto aqui:

– Fiquei profundamente insatisfeito com o comportamento de um dos grupos. Não gostei.

Pronto! Silêncio sepulcral. Dava para sentir a energia do grupo dissipando no ar. O tesão da turma desapareceu imediatamente e todos se colocaram na defensiva à espera da continuação da afirmação negativa do participante, e uma discussão gigante tomou conta do encerramento do evento.

O grupo nunca mais retornou ao estágio inicial.

Tudo que foi construído nas quatro horas anteriores perdeu o sentido diante daquele jato de água fria do final. Esse caso tem muito a ensinar sobre nosso papel quando envolvidos em processos de criação e execução, especialmente de planos complexos. É perfeitamente possível defender um ponto de vista contrário ao de outra pessoa, desde que você atente à forma que utilizará para se expressar. Quando você vai aos extremos, no negativo, para destruir, a tendência é cair o disjuntor do seu interlocutor. Dali pra frente, só confronto.

E no mundo de hoje, o confronto, a crítica e até mesmo o ódio são mais socialmente aceitos que as expressões de apreço. Isso é muito ruim, porque o apreço é uma atividade que cria valor. O apreço energiza as pessoas, faz com que elas excedam seus objetivos e limites percebidos. Quando substituímos o apreço pela negação, pela contrariedade, pelo rancor, só temos o confronto que paralisa, intimida e canaliza a energia para a defesa. E todos perdem.

Então fica um recado: na próxima vez que abrir a boca ou comentar, cuide de ter informação suficiente, de ouvir outros lados, de saber das circunstâncias, de se expressar com educação. Mas especialmente, pense se vai ajudar a construir ou só disseminar ignorância.

Se é disseminar ignorância, não fala nada,não, viu?

Dá vergonha.

 

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