Cada um entende como quer. Ou como pode. Junte nosso sistema educacional falido aos meios de comunicação ricos em fórmulas prontas e...pronto! Seja raso. Não sofistique. Ninguém vai entender. Seja popular!  É? Isto é popular:

Muita atenção querida

de cada amor tu herdarás só o cinismo

quando notares estás à beira do abismo

abismo que cavastes nos teus pés...

Esse é um trecho da música O Mundo é Um Moinho, de Cartola. É assim que o popular pode ser. Mas não, não... Seja Raso. Não sofistique. Ninguém vai entender... Daí o linguajar infantil, idiota, que os profissionais chamam de "popular". Essa infantilização colabora para que a mediocridade seja não só mantida, mas incentivada, e as consequências desdobram-se por todos os segmentos da sociedade.

Afundados na ignorância, incapazes de sair atrás dos estímulos intelectuais, passamos a interpretar os fatos com base em nosso reduzido repertório. Tiramos nossas conclusões superficiais ou apressadas. Atribuímos essas conclusões que tiramos a um terceiro e depois atacamos o terceiro por causa da conclusão à qual chegamos. Repare como é isso, especialmente nas mídias sociais.

Esta semana perdi um tempo precioso dialogando com um sujeito que entendeu o que eu não escrevi. Quando comentei que eu podia explicar, mas não podia entender por ele, o que para mim quer dizer que ele entende de forma diferente, o cara respondeu: “Obrigado pela forma carinhosa de me chamar de ignorante.” Percebeu, hein? O que para mim era “você pensa diferente”, para ele era “você é um ignorante”. Eu desisti.

Cada um entende como quer.

Ou como pode.

 

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