Existe um livro precioso chamado A HISTÓRIA DA LIBERDADE DE PENSAMENTO, escrito em 1914 pelo historiador e filólogo irlandês John Bagnell Bury, que explica na introdução o por que é tão difícil aceitar a liberdade de expressão. Ele diz assim:

“O cérebro médio é naturalmente preguiçoso e tende sempre a escolher o caminho onde encontra menor resistência. O mundo mental do homem médio consiste de credos que ele aceitou sem questionar e aos quais ele está firmemente fixado. Ele é instintivamente hostil a qualquer coisa que ameaçar a estabilidade do mundo que lhe é familiar. Uma nova ideia, inconsistente com seus credos, representa a necessidade de rearranjar a mente e esse processo é trabalhoso, requer um gasto doloroso de energia mental. Para ele e seus amigos, que formam a grande maioria, novas ideias e opiniões que causem dúvidas nos credos e instituições estabelecidas, parecem malignas, pois são desagradáveis.”

Pois bem... Se eu sou esse homem médio, e tenho poder, fico tentado a não permitir que ideias malignas e desagradáveis sejam expressas. E para isso posso lançar mão do conceito do “bem comum”, “da proteção aos mais fracos, pobres e desamparados”, “da sobrevivência da humanidade” e tantos outros argumentos lindos, imbatíveis, que se tornam pretextos para verdadeiros crimes contra as liberdades individuais. Não vou me aprofundar nisso agora, mas é só dar uma olhada em volta pra ver como tem gente assanhada para cassar nossa liberdade de manifestar a discordância… São os homens médios, cujo mundo mental consiste de credos que ele aceitou sem questionar e aos quais está firmemente fixado.

Entendeu agora onde mora o perigo?

 

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