Em 1984, fomos às ruas com mais de 300 mil pessoas pelas Diretas Já. Entusiasmados vimos a Câmara não aprovar a emenda. Brochamos.

Em 1985 elege-se o primeiro presidente civil após anos de governo militar: Tancredo Neves, o anjo salvador. E vem o demônio para matá-lo antes da posse. Brochamos.

Assume José Sarney, que lança o anjo sob a forma do redentor Plano Cruzado. Que logo vira o demônio dos oitenta e seis por cento de inflação ao mês. Brochamos.

Aí vem a Constituinte. O anjo Ulisses Guimarães conduz o povo às ruas e mudamos tudo. Para ver o demônio nos dar uma montanha confusa de leis que tornam o país quase inviável. Nova brochada.

Surge então o anjo salvador: Fernando Collor de Mello. Que vira demônio e dá no que deu. Brochamos. Então vem FHC, o anjo que coloca o país nos trilhos em seu primeiro mandato, para virar o demônio do segundo, abrindo caminho para a oposição.

Nova brochada. E então chega Lula, o anjo e seus comerciais. E traz com ele o demônio do Mensalão, do Petrolão, da corrupção institucionalizada. Brochamos mais uma vez…

Que coisa! Parece sina: grandes mobilizações populares criando uma expectativa imensa que é depois transformada em decepção.

Bem, o que há em comum com essas brochadas todas? Os jogadores no Congresso. É uma mesma turma, quase que uma mesma geração, mentindo, enganando e brochando. Mas começaram a surgir luzes. A renovação de 53% da Câmara dos Deputados e de 83% no Senado foi impressionante, não só pela tranqueirada que saiu, mas pela tropa que entrou. Prevejo anos intensos, com um Congresso com visão liberal, muito combativo e totalmente diferente daquele mercado de caráter que conhecemos há mais de 30 anos.

É dali que virá a mudança.

Ou uma nova brochada.

 

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