Pelas minhas contas, este é o meu sexagésimo segundo carnaval. Os primeiros 18 aconteceram entre 1957 e 1974 e acho que uns 12 deles foram intensos. Seja quando criancinha com meus pais me levando nos bailes infantis, seja na adolescência nos bailes da molecada, seja jovem adulto nos bailões com orquestra, serpentina, confete e bebedeira. E aprendi a apreciar as músicas que fizeram nossas cabeças, os clássicos do carnaval que todos cantamos até hoje, embora uns chatos aí esteja tentando enquadrar umas músicas.

Mas um dia a composição daquelas músicas de carnaval parece que acabou. Nãos e compõe mais para o carnaval, hoje se adapta o que existe, numa salada musical que até pode ser rica, mas que não é páreo para minhas lembranças. Mas nem tudo está perdido.

Tem gente boa, muito boa, fazendo a legítima música de carnaval, com  humor, ironia, crônica e crítica social. E com uma qualidade musical rara.

Como o pessoal da Panela Produtora que lança o disco É Carnaval e com quem vou conversar no programa de hoje.

Bom dia, boa tarde, boa noite. Eu sou Luciano Pires e você está no Café Brasil.

Posso entrar?  

Fui até a Panela e conversei com três queridos amigos. Um papo maduro, livre e leve, sobre música, criatividade, conectividade e, é claro, carnaval. Vamos nessa

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